MUNICÍPIO DE RAPOSA – História

MUNICÍPIO DE RAPOSA

Fundação 10 de novembro de 1994 (25 anos)
Distante 30 quilômetros de São Luis, o município de Raposa foi fundado em 10 de novembro de 1994, decorrente de um projeto de lei de autoria do então deputado Pedro Vasconcelos. Tem uma área de 66,280 km².
Localiza-se na microrregião da Aglomeração Urbana de São Luís, Mesorregião do Norte Maranhense. O município tem 29.167 habitantes (Estimativa 2014-IBGE).

A cidade, a capital São Luís, Paço do Lumiar, Raposa, São José de Ribamar, Bacabeira, Rosário, Santa Rita, Icatu, Morros, Presidente Juscelino, Axixá, Cachoeira Grande são os municípios que formam a Região Metropolitana de São Luis.

HISTÓRICO

Até o século XVI, a região atualmente ocupada pelo município era radicionalmente habitada pela etnia indígena dos potiguaras.

Fundada no final dos anos 1940 por três imigrantes de Acaraú, Ceará, Antônio do Pucal, José Baiaco e Chico Noca, que se estabeleceram com suas famílias, a povoação tem como atividades principais de subsistência a pesca e a produção de rendas, ambas realizadas de forma artesanal. Devido ao seu inicial isolamento, a comunidade foi considerada uma ilha linguística cearense por pesquisadores que a visitaram no final da década de 1970. Essa situação foi se alterando com a construção de primeiro acesso rodoviário em 1964 e seu asfaltamento em 1977.

Em 1994, separando-se de Paço do Lumiar. o povoado de Raposa ganhou status de município e elegeu José Laci de Oliveira como seu primeiro prefeito, realizando assim, o sonho de seus moradores.

GEOGRAFIA
A cidade é cercada de praias, dunas e manguezais. O município ficou conhecido pelo seu artesanato e pelo sabor de seus peixes frescos comercializados nos bares e restaurantes da cidade e, pela beleza suas praias desertas.

No turismo, atualmente, Raposa é destino alternativo à visitação da capital São Luís do Maranhão, tendo como principais atrativos os passeios nas praias e dunas da região. Os turistas além de apreciarem a bela paisagem da região podem desfrutar os frutos do mar preparados pelos habitantes de Raposa.

A cidade também abriga a maior colônia de pescadores do Maranhão. Nas lojas de artesanato são comercializados: toalhas de mesa, panos de prato, passadeiras, saídas de praia, chapéus, cortinas, além de uma série de outros artefatos confeccionados em rendas de bilro carinhosamente tecidas em almofadas de renda por mulheres de pescadores, arte essa que foi trazida pelos cearenses a mais de setenta anos fugindo da seca.

A flora predominante na região é o manguezal e a restinga. As densas florestas de manguezais totalmente preservadas do município são um viveiro natural para uma infinidade de animais marinhos, que dependem do ecossistema para alimentação e reprodução.

A fartura de peixes e mariscos que se alimentam nos manguezais são a prova da riqueza desse ecossistema. Espécies como o guará (eudocimus ruber), a garça (ardea alba), o taquiri (nyctanassa violacea) e a saracura-do-mangue(aramides mangle) dependem diretamente dos manguezais, além de outras aves como o talha-mar, a garça-azul, o socó, o martim-pescador, o gavião-carijó, o anu-coroca, a irerê, a coruja-das-torres, o bem-te-vi e a maritaca, cuja algazarra, ao amanhecer e ao final do dia, ecoa pelos canais.

Há presença também de aves migratórias como o maçarico, a batuíra, o trinta-réis-boreal e as gaivotas que todos os anos migram de outros países para se alimentarem e se reproduzirem na costa nordestina. Além de aves é possível avistar nos manguezais alguns mamíferos como o guaxinim, o macaco-prego, o mucura, morcegos e o peixe-boi-marinho. A presença do boto-cinza (sotalia guianensis) no município também é comum, porém estes animais preferem áreas próximas as praias e estuários.

O tralhoto (anableps anableps), uma espécie de peixe que ocorre em grandes quantidades na região, é um atrativo curioso para os visitantes: seus olhos são divididos de modo que ficam com parte deles fora ď água, vigiando seus predadores, e a outra parte sob a água, procurando alimentos.

Quanto aos répteis podemos destacar a iguana, a jibóia-constritora e ocasionalmente tartarugas-marinhas, sendo que as espécies mais comuns pelas redondezas são a tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-verde e a tartaruga-de-couro.

Por último vê+m os insetos, e os mais predominantes nos manguezais de Raposa são as borboletas, cigarras, maribondos, libélulas, pernilongos, grilos e gafanhotos.

A pesca é um dos pontos fortes e a segunda fonte de renda das famílias raposenses. A atividade é anual, com intervalos que dependem da influência das marés, dos ventos e das chuvas. São utilizados barcos de pesca fabricados em pequenos estaleiros comunitários na própria região, cujo trabalho também é artesanal. Estes barcos além de servirem para a pesca servem de transporte de turistas para áreas turísticas do município como as dunas e os manguezais.

Existem vários tipos de embarcações como o catamarã, a biana, a lancha, o iate e etc… o tráfego de canoas é mais comum nos igarapés. O Município de Raposa tem uma diversidade de peixes,crustáceos e moluscos, o município pratica a pesca na costa, nos estuários, manguezais e em alto-mar entre 16 e 27 milhas náuticas, sendo a maioria servindo de alimento para a população local e para a população do interior do Maranhão. Toda essa fartura capturada no município abastece supermercados, restaurantes, bares e o mercado do peixe em São Luís. Dentre uma infinidade de espécies da fauna da região podemos citar pela sua alta ocorrência:

FRUTOS DO MAR

• pescada-amarela (cynoscion acoupa)
• pescada-branca (cynoscion leiarchus)
• pescada-cambucu (cynoscion virescens)
• peixe-pedra (genyatremus luteus)
• tainha-sajuba (mugil curema)
• tainha-pitiu (mugil gaimardianus)
• tainha-urixoca (mugil incilis)
• sardinha (cetengraulis edentulus)
• sardinha-manteiga (pellona harroweri)
• pescadinha-gó (macrodon ancylodon)
• goete (cynoscion jamaicensis)
• corvina (cynoscion microlepidotus)
• cororoca (bairdiella ronchus)
• pirucaia (larimus breviceps)
• pargo (lutjanus purpureus)
• cioba (lutjanus analis)
• carapitanga (lutjanus jocu)
• ariacó (lutjanus synagris)
• peixe-prata (diapterus rhombeus)
• caruaçú (lobotes surinamensis)
• barbudo (polydactilus virginicus)
• pititinga (anchoviella lepidentostole)
• cavala (scomberomorus cavalla)
• bonito (sarda sarda)
• peixe-serra (scomberomorus brasiliensis)
• pampo (trachinotus falcatus)
• peixe-galo (selene vomer)
• camurupim (megalops atlanticus)
• urubarana (elops saurus)
• camorim-peva(centropomus parallelus)
• camorim-flecha (centropomus undecimalis)
• jiquiri-amarelo (conodon nobilis)
• jiquiri-branco (pomadasys corvinaeformis)
• cururuca (micropogonias furnieri)
• paru (chaetodipterus faber)
• peixe-sabão (rypticus randalli)
• badejo (mycteroperca bonaci)
• tibiro (oligoplites saurus)
• tibiro-amarelo (oligoplites palometa)
• palombeta (chloroscombrus chrysurus)
• arriba-saia (peprilus paru)
• escrivão (eucinostomus argenteus)
• cabeçudo (stellifer brasiliensis)
• cabeçudo-preto (stellifer naso)
• cabeçudo-branco (stellifer rastrifer)
• agulha (strongylura marina)
• juruapara (cynoscion steindachneri)
• curvitinga (isopisthus parvipinnis)
• amor-sem-olho (nebris microps)
• anchova (pomatomus saltatrix) – muito apreciada na região
• xaréu (caranx hippos,caranx latus)
• xaréu-branco (caranx crysos)
• Ou pela sua exoticidade
• arraia (dasyatis guttata)
• melro (epinephelus itajara)
• cação-rabo-seco (rhizoprionodon porosus)
• cação-junteiro (carcharhinus porosus)
• tubarão-flamengo (carcharhinus acronotus)
• urumaru (ginglymostoma cirratum)
• espadarte (pristis perotteti)
• tralhoto (anableps anableps)
• guaravira (trichiurus lepturus)
• baiacu-açu (colomesus psittacus)
• baiacu-pininga (sphoeroides testudineus)
• pacamão (batrachoides surinamensis)
• bacacuá (ogcocephalus vespertilio)
• solha (achirus achirus)
• moréia (gymnothorax funebris)
• cavalo-marinho (hippocampus reidi)
Sem contar, várias espécies de bagres e similares:
• guribu (sciades herzbergii)
• uritinga (arius proops)
• uriacica (cathorops spixii)
• cambél (arius grandicassis)
• bandeirado (bagre bagre)
• gurijuba (sciades parkeri)
• cangatã (aspistor quadriscutis)
• jurupiranga (arius rugispinis)
• papista (pseudauchenipterus nodosus)

Quanto aos mariscos:

• camarão-branco (litopenaeus schimitii)
• camarão-piticaia (xiphopenaeus kroyeri)
• sururu (mytella falcata)
• caranguejo (ucides cordatus)
• sarnambi (anomalocardia brasiliana)
• ostra (crassostrea rhizophorae)
• tarioba (iphigenia brasiliensis)
• lagosta (panulirus argus)
• siri-azul (callinectes sapidus)
• siri-vermelho (callinectes exasperatus)

BAIRROS

• Alto Farol
• Pirâmide
• Cacarape
• Caúra
• Centro
• Cumbique
• Inhaúma
• Jardim Oliveiras
• Loteamento Alto Farol
• Loteamento Farol Araçagi
• Loteamento Pirâmide
• Residencial Pirâmide
• Vila Boa Esperança
• Vila Bom Viver
• Vila Laci
• Vila Maresia
• Vila Nova
• Itapeuá
• Garrancho
• Porto do Braga
• Baiuca
• Vila Paraíba
• Vila Moura
• Jussara
• Maresia
• Vila Marisol
• Vila Thalita
• Vila Rosinha
• Vila Pacu
• Residencial Favela
• Recanto dos Poetas

TURISMO

O município ficou conhecido pelo seu artesanato tipicamente cearense, pelo sabor dos peixes comercializados nos bares e restaurantes do povoado e pela beleza de suas praias desertas.
Do ponto de vista turístico, atualmente, a Raposa é destino alternativo à visitação na capital São Luís do Maranhão, tendo como principais atrativos os passeios nas praias e dunas da região, vasto manguezal preservado e apreciação da gastronomia por meio de pratos típicos baseados em frutos do mar. Como potencial atrativo de turismo cultural (ou de base comunitária), a Raposa apresenta modus vivendi de pescadores e artesanato variado.

PONTOS TURÍSTICOS

• Ilha de Curupu

Viva Raposa
• Coroa do Marisco
• Praias de Mangue-Seco, Pucal, Carimã, Curupu e Itapetíua..

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